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Instituto Ico Project será lançado nesta quarta pela empresária Elyse Matos

NextMag 27/08/2018 PHOTOS Nenhum Comentário
Instituto Ico Project será lançado nesta quarta pela empresária Elyse Matos

 

            O diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em seu primogênito, Enrico, motivou a família Matos a criar o Instituto Ico Project – uma iniciativa inédita no Brasil – para ajudar outras famílias a lidar com o autismo, oferecendo um misto de lazer e educação especiais para essa condição. “O surgimento do instituto veio como forma de transformar em legado positivo a circunstância que vivemos com o diagnóstico de autismo de nosso primeiro filho, o Ico”, diz a empresária Elyse Matos, fundadora do projeto ao lado do marido, Emiliano.

 

Na próxima quarta-feira, dia 29, Elyse lança oficialmente o Ico Project e contará aos convidados sobre mais uma novidade, o maior evento de capacitação do país voltado ao autismo na escola no Auditório PotyLazzarotto do Museu Oscar Niemeyer (MON), marcado para acontecer em novembro. O encontro esta marcado para às 18h30 na Prime Store da Construtora San Remo, localizado no Ecoville.

 

Centro de excelência e Programa

O Ico Project é um instituto com base na capital paranaense. Atualmente está em obras e se prepara para oferecer um centro para que crianças com autismo possam receber tratamentos adequados e realizar atividades físicas, além de oferecer às famílias conforto, conhecimento e um ambiente alegre e cativante. Enquanto isso, com os objetivos traçados, o Ico Project estabeleceu uma parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com a fundação norte-americana AutismSpeaks para a implantação de um programa internacional de treinamento e capacitação de pais e/ou cuidadores de crianças de dois a nove anos com atraso de desenvolvimento, principalmente autismo.

 

Assim, em março último aconteceu o lançamento desse programa, com a participação da Prefeitura Municipal de Curitiba em sua implementação, em uma parceria público-privada. Um termo de cooperação técnica entre o Instituto Ico Project e a Secretaria de Saúde foi assinado e, para viabilizar a concretização, o instituto está encarregado do pagamento da tradução do material, custos logísticos dos representantes da OMS e AutismSpeaks para os treinamentos locais e custos globais para execução de quatro workshops de treinamento. As despesas foram estimadas pela OMS em US$ 80 mil, custo considerado razoável frente a todos os benefícios a longo prazo que o programa deve originar. A prefeitura, por sua vez, disponibilizará servidores de seu quadro para atuarde forma exclusiva no programa, proporcionando a coleta de dados para a OMS, bem como a sustentabilidade da capacitação. Tudo acontecerá dentro da linha de cuidado da rede pública (Sistema Único de Saúde, o SUS) da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba.

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que Curitiba conta com 1400 crianças com idades entre dois e nove anos diagnosticadas com TEA.O programa, além de colocar a família e cuidadores como protagonistas do tratamento das crianças, promove a conscientização do autismo em toda a comunidade. As pesquisas mais relevantes na área constataram que, paramelhores resultados, o tratamento deve ser dado desde a tenra infância (intervenção precoce), de forma diária e intensiva. “Capacitar os pais potencializa a possibilidade de melhora do quadro da criança, inclusive o seu bem-estar”, coloca Elyse.

 

A aplicação do programa prevê o treinamento de 12 facilitadores após o módulo piloto do projeto. Esses, treinam mais outros 12 facilitadores. Por trimestre, dois facilitadores treinam, cada um, oito famílias. Assim, ao final de um trimestre serão 96 famílias treinadas. Em um ano, depois de três etapas, serão 288 famílias treinadas. Após cinco anos, espera-se treinar 1440 famílias em Curitiba. O projeto funciona em sistema de “pirâmide” do conhecimento. O máster ensina vários facilitadores, que replicam o conhecimento a pais e cuidadores.

 

Alto custo

Segundo Elyse, o programa surge também para beneficiar famílias menos privilegiadas financeiramente, pois os custos do tratamento multidisciplinar completo são elevados. Segundo dados do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), uma família cujo membro tenha autismo tem despesas na ordem de 4,1 a 6,2 maiores em relação àquelas que não têm crianças com TEA. Além disso, o total de custo anual do tratamento de crianças com TEA naquele país foi estimado em US$11,5 bilhões, incluindo tratamento médico, terapias, educação especial e perda de produtividade dos pais.

 

No Brasil, ainda não há dados suficientes para aferir o impacto desse custo em âmbito nacional. Todavia, sabe-se que tratamento multidisciplinar intensivo e diário torna-se inviável a famílias de baixa renda. Por isso, o programa de capacitação proposto pela OMS em colaboração com a AutismSpeaks e viabilizado pelo Instituto Ico Project, inovador e pioneiro no Brasil, colocará o país em patamar internacionalna solução dessa importante questão de saúde pública.

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